Benefícios da amamentação para o bebê e para a mãe
- Lookinha Baby

- 9 de jan.
- 10 min de leitura
Atualizado: há 3 horas
Você senta para amamentar.
Pega o bebê.
Arruma a almofada.
Ajeita de um lado.
Ajeita do outro.
Finalmente parece que deu certo.
Aí você olha para a mesa e percebe que o copo d'água ficou longe demais.
Clássico. 😅
Nos primeiros meses, é bem possível que você tenha a sensação de passar boa parte do dia — e algumas boas madrugadas — com um bebê no peito.

E, especialmente nos dias mais cansativos, pode surgir aquela pergunta:
“Tudo isso realmente faz tanta diferença?”
Faz.
A amamentação traz benefícios importantes para o bebê e também para a mãe. O leite materno alimenta, ajuda a proteger o bebê contra infecções e doenças e continua sendo importante mesmo depois que a introdução alimentar começa. Para a mulher, amamentar também está associado a benefícios de saúde no curto e no longo prazo.
Mas talvez exista uma coisa ainda mais importante para dizer logo no começo:
reconhecer os benefícios da amamentação não significa romantizar a amamentação.
Porque uma coisa é a fotografia linda da mãe amamentando tranquilamente na poltrona.
Outra é a vida real.
E aqui na Lookinha a gente gosta mesmo é de falar sobre a segunda. 🤍
Benefícios da Amamentação: Por que o leite materno é tão especial para o bebê?
Nos primeiros seis meses de vida, a recomendação é que o bebê receba aleitamento materno exclusivo — sem água, chás, sucos ou outros alimentos. Depois dos seis meses, começa a alimentação complementar, e a amamentação pode continuar até os dois anos ou mais.
Isso acontece porque o leite materno é muito mais do que simplesmente “comida”.
Ele fornece nutrientes importantes para o crescimento e desenvolvimento do bebê e contém componentes que participam da sua proteção contra infecções e algumas doenças da infância.
Então sim:
enquanto você está ali no sofá achando que “só está dando de mamar”, muita coisa está acontecendo.
Aquela mamada das 10h.
A das 11h30.
A das 13h.
E aquela das 13h17 que você tem certeza de que deveria contar como continuação da anterior. 😂
Todas fazem parte desse começo.
O leite materno alimenta — e ajuda a proteger
O leite materno é adaptado às necessidades do bebê e, nos primeiros seis meses, consegue fornecer a alimentação necessária para bebês saudáveis.
E tem uma curiosidade que surpreende muita mãe de primeira viagem:
bebê que mama exclusivamente no peito não precisa nem de água.
Nem naquele dia de calor em que você está derretendo e olha para o bebê pensando:
“Não é possível que essa criatura não esteja com sede.”
O leite materno já fornece a água de que ele precisa.
Além disso, a amamentação ajuda a proteger contra infecções, incluindo episódios de diarreia e algumas infecções respiratórias.
Ou seja, aquela mamada que parece apenas mais uma no meio de tantas está fazendo muito mais do que matar a fome.
E tem o colo. Muito colo.
Talvez uma das coisas mais bonitas da amamentação seja que alimentação e contato acabam acontecendo juntos.
O bebê reconhece seu cheiro.
Escuta sua voz.
Sente sua pele.
Segura sua blusa.
Às vezes coloca aquela mãozinha minúscula no seu peito e você quase derrete.
Outras vezes enfia o dedo no seu nariz.
O vínculo continua lindo, só um pouco menos cinematográfico. 😅
Esses momentos de proximidade podem favorecer a interação entre mãe e bebê.
Mas aqui precisamos dizer algo que combina profundamente com aquilo em que acreditamos na Lookinha:
vínculo não nasce exclusivamente no peito.

Se por qualquer motivo seu bebê não mama no peito — ou se a história de vocês tomou um caminho diferente daquele que você imaginava durante a gravidez — isso não diminui o vínculo entre vocês.
Vínculo também se constrói no colo.
No banho.
No embalo das três da manhã.
Na troca de fralda.
Na sua voz que ele começa a reconhecer.
Naquele olhar demorado que parece dizer um monte de coisas sem dizer nenhuma.
Amamentar pode ser uma importante experiência de conexão.
Mas não é uma medida de amor.
E a mãe? Porque ela também existe nessa história.
Depois que o bebê nasce, acontece uma coisa curiosa.
Todo mundo pergunta:
“Ele está mamando?”
“Ele está dormindo?”
“Ele está ganhando peso?”
“Ele fez cocô?”
E você pensa:
“Oi. Eu também estou aqui.” 😂
Então vamos falar de você.
A amamentação também está associada a benefícios para a saúde materna.
Logo após o parto, a sucção do bebê estimula a liberação de ocitocina, que participa das contrações do útero e do processo de recuperação uterina.
Ao longo da vida, amamentar também está associado à redução do risco de algumas doenças, incluindo câncer de mama e câncer de ovário.
Isso não significa que amamentar seja uma espécie de garantia contra doenças.
Não é.
Mas significa que, enquanto você está cuidando do seu bebê, seu corpo também pode receber benefícios desse processo.
“Mas parece que meu bebê mama o tempo inteiro!”
Pode parecer porque...
às vezes ele realmente mama muitas vezes. 😅
Especialmente no começo.
Recém-nascidos têm estômagos pequenos, estão aprendendo a mamar e não chegaram ao mundo sabendo que seria extremamente conveniente para os adultos fazer tudo de três em três horas.
Eles não receberam esse memorando.
Por isso, a recomendação é amamentar em livre demanda, observando os sinais do bebê em vez de impor horários rígidos.
E isso pode gerar dias assim:
mama.
dorme.
você coloca no berço.
abre os olhos.
mama.
troca fralda.
mama.
você finalmente vai comer.
mama de novo.
Bem-vinda ao modo recém-nascido.
Pode ser intenso.
Mas essa frequência também tem uma função importante: a retirada de leite ajuda a estimular sua produção.
É uma espécie de conversa entre o bebê e o seu corpo:
“Estamos precisando de leite por aqui.”
E o corpo vai recebendo esse recado.
Quanto tempo o bebê deve mamar?
Aqui começa outra armadilha clássica da maternidade moderna:
o relógio.
“Ele mamou só dez minutos.”
“Minha amiga disse que o bebê dela mama vinte de cada lado.”
“Será que tenho que trocar de peito agora?”
Respira.
Não existe um cronômetro universal que determine uma boa mamada.
Bebês têm ritmos diferentes, e o comportamento das mamadas também muda conforme eles crescem.
Mais importante do que transformar cada mamada numa prova de matemática é observar o bebê, acompanhar seu crescimento e levar as dúvidas ao profissional que acompanha vocês.
Porque, acredite:
você já terá números suficientes para acompanhar na maternidade sem precisar transformar o peito em mais um deles.
Se é tão natural, por que às vezes é tão difícil?
Essa talvez seja a parte que mais gostaríamos que toda gestante soubesse antes do bebê nascer.
Natural não é sinônimo de automático.
Parir é natural.
Dormir é natural.
Comer é natural.
E nem por isso essas coisas são sempre simples.
Amamentar envolve duas pessoas que acabaram de se conhecer.
O bebê está aprendendo a pegar o peito.
Você está aprendendo a posicioná-lo.
Seu corpo está passando pelo pós-parto.
Seus hormônios estão mudando.
Seu sono está fragmentado.
Seus seios estão vivendo uma realidade completamente nova.
E provavelmente ainda existe alguém perguntando:
“Será que ele está mamando o suficiente?”
Obrigada, pessoa. Era exatamente a dúvida que faltava. 😅
A pega pode mudar completamente a experiência
Às vezes a mãe acredita que não consegue amamentar quando, na verdade, existe algo na pega ou no posicionamento que precisa ser ajustado.
Uma boa pega ajuda o bebê a retirar o leite de maneira eficiente e torna a mamada mais confortável.
Mas pega é uma daquelas coisas que são muito mais fáceis de compreender vendo e fazendo do que lendo dez parágrafos na internet.
Podemos explicar os sinais.
Podemos mostrar posições.
Podemos ajudar você a chegar mais informada.
Mas, se estiver doendo ou algo não parecer certo, vale muito procurar alguém capacitado para observar uma mamada.
Às vezes alguns centímetros mudam tudo.
E não: você não precisa “aguentar porque no começo dói mesmo”
Existe uma frase que atravessou gerações:
“Amamentar dói mesmo. Depois você acostuma.”
Cuidado com ela.
Alguma sensibilidade pode acontecer no começo, mas dor importante ou persistente não deve simplesmente ser suportada.
Se aparecem fissuras, feridas, dor intensa ou você começa a temer a próxima mamada porque sabe que vai doer, procure ajuda.
Você não ganha medalha por sofrer calada.
E procurar orientação não significa que seu corpo falhou.
Significa apenas que vocês dois ainda estão aprendendo.
“Será que meu leite está sustentando?”
Pronto.
Chegamos à pergunta que mora na cabeça de praticamente toda mãe que amamenta em algum momento.
O bebê mama.
Solta.
Chora.
Quer mamar novamente.
E o cérebro materno imediatamente conclui:
“Não tenho leite suficiente.”
Mas o comportamento do bebê sozinho não conta toda essa história.
Existem diferentes elementos usados para avaliar se ele está recebendo leite adequadamente, incluindo acompanhamento do crescimento, eliminações, comportamento e avaliação das mamadas.
Por isso, se houver dúvida sobre ganho de peso, hidratação ou alimentação, procure o profissional que acompanha seu bebê.
E tente não deixar que a frase aleatória de alguém na fila da padaria tenha mais peso do que uma avaliação adequada.
Amamentar também dá fome. E sede. Muita sede.
Existe uma cena que merecia estar em todos os cursos de preparação para a maternidade.
Você coloca o bebê no peito.
Ele começa a mamar.
E imediatamente:
SEDE.
Uma sede que parece ter surgido de outra dimensão.
O problema?
A garrafa está do outro lado da sala.
Por isso, aqui vai uma dica extremamente sofisticada, baseada em tecnologia materna de ponta:
deixe água onde você costuma amamentar. 😂
Uma garrafa perto da cama.
Outra perto da poltrona.
Alguma coisa para comer à mão quando fizer sentido.
Porque cuidar de quem alimenta o bebê também faz parte da amamentação.
E aquelas horas no sofá? Elas contam.
Essa talvez seja uma das partes menos faladas.
Nos primeiros meses, amamentar ocupa tempo.
Muito tempo.
E pode bater aquela sensação estranha de que você não fez nada durante o dia.
A casa continua bagunçada.
As mensagens continuam sem resposta.
A roupa continua onde estava.
Você olha o relógio e pensa:
“Como já são quatro da tarde?”
Mas você não passou o dia sem fazer nada.
Você alimentou um bebê.
De novo.
E de novo.
E de novo.
Seu corpo produziu alimento.
Seu colo ofereceu conforto.
Vocês aprenderam juntos.
Então, se hoje você passou horas naquele sofá...
pode ter certeza de que esse esforço importa.
Nem todo trabalho deixa a casa mais arrumada no final do dia.
Alguns deixam um bebê alimentado e seguro no seu colo. 🤍
Mas amamentação não precisa virar sacrifício materno
E essa é a outra metade da conversa.
Valorizar a amamentação não significa dizer que a mãe precisa desaparecer dentro dela.
Você também precisa:
comer.
beber água.
dormir quando for possível.
tomar banho.
receber ajuda.
ter alguém que segure o bebê enquanto você simplesmente estica as costas depois de uma mamada longa.
Rede de apoio não precisa necessariamente alimentar o bebê para participar da amamentação.
Pode trazer água.
Pode fazer comida.
Pode trocar a fralda.
Pode colocar o bebê para arrotar.
Pode cuidar da casa.
Pode responder:
“Ela acabou de amamentar. Deixa que agora eu resolvo isso.”
Às vezes, apoiar a amamentação significa cuidar da mulher que está amamentando.
Até quando vale a pena amamentar?
A recomendação é manter o aleitamento materno exclusivo até os seis meses.
Depois disso, começa a alimentação complementar, mas o peito não precisa sair de cena.
A amamentação pode continuar até os dois anos ou mais.
E não, o leite não vira “água” depois dos seis meses.
Ele continua oferecendo nutrientes e outros componentes importantes enquanto a alimentação do bebê vai se tornando mais variada.
A diferença é que chega uma nova fase.
O bebê que antes vivia exclusivamente de leite começa a descobrir:
banana.
abacate.
arroz.
feijão.
E a incrível capacidade de espalhar uma quantidade aparentemente impossível de comida pelo próprio cabelo. 😅
Mas essa é outra parte da nossa Trilha.
E se não acontecer como você imaginou?
Talvez você tenha passado a gravidez imaginando aquela cena.
Você.
Seu bebê.
A primeira mamada.
Tudo acontecendo naturalmente.
E então o bebê nasceu...
e a realidade escreveu outra história.
Talvez tenha sido difícil.
Talvez tenha doído.
Talvez tenha sido necessário complementar.
Talvez você tenha ordenhado.
Talvez tenha amamentado por menos tempo do que queria.
Talvez não tenha conseguido amamentar.
Ou talvez esteja vivendo exatamente essa dificuldade agora.
Então queremos deixar algo muito claro:
um artigo sobre os benefícios da amamentação nunca deve virar uma lista de motivos para uma mãe se sentir culpada.
Recomendações de saúde são importantes.
Informação é importante.
Amamentação é importante.
Mas mães também são.
Quando a amamentação encontra dificuldades, a pergunta deveria ser:
“Como podemos ajudar?”
E não:
“O que você fez de errado?”
Você não precisa descobrir tudo às três da manhã
Essa é uma das razões pelas quais gostamos tanto de falar sobre preparação para amamentação ainda durante a gravidez.
Não para você decorar um manual.
Nem para imaginar que conseguirá controlar como tudo acontecerá.
Mas porque existe uma diferença enorme entre chegar à primeira dificuldade pensando:
“Meu Deus, alguma coisa está errada.”
e pensar:
“Eu já ouvi falar disso. Vamos entender o que está acontecendo.”
Pega.
Posicionamento.
Livre demanda.
Produção de leite.
Ordenha.
Dificuldades comuns.
Sinais de que vale procurar ajuda.
São coisas que podem ser aprendidas antes — e revisitadas depois, com um bebê real no colo.
Foi justamente para isso que criamos o Amamentação de Sucesso.
Não para vender a ideia de uma amamentação perfeita.
Essa maternidade não existe por aqui.
Mas para ajudar você a chegar a essa fase mais preparada, mais informada e menos sozinha diante das primeiras dúvidas.

Conheça todos os detalhes do Amamentação de Sucesso, clicando aqui.
No fim, amamentar é muito mais vida real do que fotografia bonita
Tem mamada emocionante.
Tem mamada tranquila.
Tem mamada vendo série.
Tem mamada respondendo mensagem.
Tem mamada às três da manhã com um olho aberto e outro negociando seriamente a própria existência.
Tem dia em que tudo flui.
E tem dia em que você precisa de ajuda.
Tudo isso pode fazer parte da história.
Os benefícios da amamentação são importantes.
Mas apoiar a amamentação de verdade não é apenas repetir que “leite materno é o melhor alimento”.
É oferecer informação para a mãe entender o que está acontecendo, apoio para atravessar as dificuldades e acolhimento para quando a história real não se parecer com aquela que ela imaginou.
Porque existe um bebê aprendendo a mamar.
E existe uma mãe aprendendo uma coisa completamente nova também.
Os dois merecem cuidado. 🤍
E aqui na Lookinha Baby, seguimos com vocês pela Trilha da Maternidade — das primeiras dúvidas da gravidez às mamadas, noites, descobertas e pequenos caos que chegam depois que o bebê nasce.
Continue seguindo essa Trilha: clique aqui.
Maternar no caos, com leveza. 🌿💕


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