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Os primeiros dias com o bebê: o que esperar dessa nova fase

Atualizado: 10 de ago.

Você imaginou esse momento tantas vezes.


Para você os primeiros dias com o bebê seria assim: o bebê nos braços. A sensação de completude. Aquele amor que você já sentia crescer durante a gravidez finalmente tendo um rosto, um cheiro, um peso real para segurar.


E ele veio. Exatamente como você imaginou — e completamente diferente do que você esperava.


Porque junto com o amor maior que você já sentiu na vida veio também o cansaço mais profundo que você já experimentou. Junto com a felicidade vieram as lágrimas sem motivo. Junto com a certeza de que faria tudo por aquele ser pequenino veio o medo silencioso de estar fazendo tudo errado.


Se você está nos primeiros dias com o seu bebê e se reconheceu em alguma dessas frases, este texto foi escrito para você.


a mãe cansada e feliz vivendo os primeiros dias com o bebê recém-nascido.
Entre sorrisos e cansaço extremo: os primeiros dias com o bebê e a nova rotina das mães de recém-nascido


Ninguém consegue te preparar para tudo. Mas você pode chegar mais preparada para os primeiros dias


Existem coisas que nenhum livro, conselho ou curso consegue antecipar completamente.


Ninguém consegue explicar exatamente como será olhar para o seu bebê pela primeira vez. Como será perceber que aquela vida pequenininha depende de você. Ou como amor, medo, felicidade e um cansaço imenso podem caber dentro do mesmo dia — às vezes, dentro da mesma hora.


Essa parte você vai precisar viver.


Mas existe outra parte para a qual você pode, sim, se preparar.


Você pode chegar aos primeiros dias sabendo um pouco mais sobre como cuidar de um recém-nascido, como dar os primeiros banhos, o que esperar do soninho, quais cuidados costumam gerar mais dúvidas e o que está acontecendo com você durante o puerpério.


Porque talvez você não consiga diminuir a intensidade desses primeiros dias.


Mas pode diminuir a quantidade de coisas que precisará descobrir no meio deles.


E foi justamente pensando nisso que nasceu A Arte da Maternidade.


Ana sentada na cama ao lado da Bia recém-nascida, mostrando no celular o guia A Arte da Maternidade, criado para ajudar as mães a se prepararem para os primeiros dias com o bebê.
Os primeiros dias com o bebê trazem descobertas todos os dias. 🤍 Com informação, carinho e um pouco de preparo, é possível viver essa fase com mais segurança e leveza. 🌿


Um guia para acompanhar você desde a gravidez até os primeiros passos com o bebê, reunindo em um só lugar informações sobre enxoval, mala da maternidade, nascimento, puerpério, primeiros cuidados, banho do recém-nascido, soninho, desenvolvimento e outras descobertas que começam quando o bebê chega.


Não para ensinar uma fórmula de maternidade — porque ela não existe.


Mas para que, quando surgirem aquelas pequenas dúvidas no meio de uma fase completamente nova, você possa pensar:


“Isso eu já li. Eu sei por onde começar.” 🤍


Conheça A Arte da Maternidade clicando aqui.



O amor que ninguém consegue descrever direito


Existe uma lacuna enorme entre o que as pessoas dizem sobre amar um filho e o que você realmente sente quando ele chega.


As pessoas dizem: “você vai amar muito.”


E você pensa que entende. Mas não entende — não completamente — até o momento em que aquele ser minúsculo está nos seus braços e você percebe que faria qualquer coisa, absolutamente qualquer coisa, para mantê-lo seguro.


É um amor que assusta pela dimensão. Que pode aparecer como choro sem motivo enquanto você olha para ele dormindo. Que transforma uma carinha de sono em algo que parece o mais bonito que você já viu na vida.


Muitas mães descrevem os primeiros dias como uma abertura emocional que nunca sentiram antes. Como se o coração tivesse crescido de um tamanho que não cabia mais no peito.


E é exatamente isso que acontece.


Neurologicamente, os primeiros dias após o parto são marcados por uma cascata hormonal intensa — ocitocina, prolactina, estrogênio em queda abrupta — que amplifica as emoções em todos os sentidos. O amor fica maior. O medo fica maior. A alegria fica maior. O choro fica mais fácil.


Tudo isso é normal. Tudo isso faz parte.


O cansaço que vai até os ossos


E depois existe o outro lado dessa moeda.


O cansaço dos primeiros dias com um recém-nascido é diferente de qualquer cansaço que você já sentiu antes. Não é o cansaço de uma semana intensa de trabalho. Não é o cansaço de uma viagem longa. Não é nem o cansaço da gravidez — que já era intenso.


É um cansaço que fragmenta o sono em pedaços de uma hora. Que acorda você no exato momento em que o sono profundo finalmente estava chegando. Que se acumula dia após dia sem ter chance de ser recuperado completamente.


Recém-nascidos precisam mamar a cada duas a três horas — e esse intervalo é contado do início de uma mamada até o início da próxima, não do fim. Na prática, isso significa que depois de uma mamada que durou quarenta minutos, você tem pouco mais de uma hora antes da próxima.


Noite após noite.


E junto com as mamadas vêm as trocas de fralda, os momentos de colo, os períodos de choro que você ainda está aprendendo a interpretar, os gases, o arrotar, o banho que parecia simples e não era.


Seu corpo acabou de passar pelo parto — seja ele vaginal ou cesárea. Está em recuperação física. Está produzindo leite. Está com os hormônios em queda. E está fazendo tudo isso enquanto aprende, em tempo real, a cuidar de um ser humano completamente dependente.


Claro que você está cansada. Era impossível não estar.


As emoções que ninguém te avisou que viriam nos primeiros dias com o bebê


O choro sem motivo é um dos aspectos dos primeiros dias que mais surpreende as novas mães — especialmente aquelas que não se consideram pessoas emotivas.


Você pode chorar de felicidade olhando para ele. Pode chorar de cansaço quando ele não para de chorar. Pode chorar sem conseguir identificar absolutamente nenhum motivo. Pode rir e chorar ao mesmo tempo.


Isso tem um nome: baby blues.


O baby blues é uma resposta emocional completamente normal que afeta a maioria das mulheres na primeira semana após o parto. É causado principalmente pela queda abrupta dos hormônios da gravidez — especialmente o estrogênio e a progesterona — que acontece logo após o nascimento do bebê.


Os sintomas mais comuns incluem choro fácil, irritabilidade, ansiedade, sensação de sobrecarga e oscilações de humor. Em geral, o baby blues se resolve espontaneamente em torno do décimo dia após o parto, quando os hormônios começam a se estabilizar.


É diferente da depressão pós-parto, que é mais intensa, mais duradoura e que persiste além das duas primeiras semanas. Se os sintomas emocionais intensos continuarem após esse período, é importante conversar com seu médico — sem julgamento e sem culpa. Pedir ajuda é parte do cuidado.


Aprendendo coisas que ninguém ensinou


Uma das maiores surpresas dos primeiros dias é a quantidade de coisas práticas que você precisa aprender — e que ninguém ensina de verdade com antecedência.


Trocar fralda parece simples até você tentar fazer isso às 3h da manhã com um bebê que não quer ficar parado, com as mãos tremendo de cansaço e com medo de apertar demais ou de menos.


Dar banho parece simples até você segurar algo tão pequenininho e perceber que tem medo de machucar sem querer.


Arrotar parece simples até o bebê não arrotar e você ficar dez minutos fazendo movimentos circulares nas costas dele rezando para que a barriguinha não doa.


E a amamentação — que muitas pessoas descrevem como algo natural e instintivo — pode ser uma das maiores surpresas de todas. Pega, posição, duração, frequência, dor, ingurgitamento, pega rasa, frenulo, leite que demora a descer. Amamentar é uma habilidade que mãe e bebê aprendem juntos — e que leva tempo, paciência e muitas vezes apoio especializado.


Tudo vai parecer difícil. Até deixar de ser.


E esse momento chega. Não de repente, não de um dia para o outro — mas gradualmente, quase sem você perceber. Um dia você troca a fralda sem pensar. Reconhece o choro antes de ele aumentar. Encontra a posição certa de segurar. Sabe o que ele precisa antes mesmo que ele precise dizer.


As pesquisas das 3h da manhã


Existe um momento muito específico dos primeiros dias que toda mãe conhece.


É quando a casa está em silêncio, o bebê acabou de mamar, você deveria estar dormindo — e você está com o celular na mão pesquisando.


“Esse cocô é normal?”

“Esse espirro é normal?”

“Esse soluço é normal?”

“Ele está dormindo de mais?”

“Está dormindo de menos?”

“Por que ele faz essa carinha enquanto dorme?”


Toda mãe faz isso. Toda mãe. Sem exceção.


E embora o Google seja um recurso valioso — especialmente às 3h da manhã quando o pediatra não está disponível — é importante saber distinguir informação de ansiedade. Nem tudo que você encontra nas buscas se aplica ao seu bebê. E para as dúvidas reais, que persistem ou que te preocupam genuinamente, o pediatra existe exatamente para isso.


O medo de estar fazendo tudo errado


Em algum momento dos primeiros dias com o bebê — ou dos primeiros dias e semanas — a maioria das mães sente isso.


A sensação de que as outras mães sabem mais. De que existe um jeito certo de fazer cada coisa e você ainda não encontrou. De que deveria estar mais preparada, mais tranquila, mais segura do que está.


Esse sentimento é tão comum que tem nome na literatura sobre maternidade: síndrome do impostor materno. A sensação de que todo mundo ao redor está navegando pela maternidade com mais competência do que você.


A verdade é que não estão. Toda mãe está aprendendo. Toda mãe tem medo de errar. Toda mãe pesquisa às 3h da manhã. Toda mãe já ficou olhando para o próprio bebê tentando decifrar o choro sem conseguir.


A diferença é que a maioria das mães não mostra essa parte.


Seu bebê não veio com manual. Você também não precisava vir preparada com todas as respostas. Vocês estão aprendendo juntos — e isso é exatamente como deveria ser.


O momento em que você percebe que está conseguindo


Não vai ter um dia marcado no calendário. Não vai ter uma virada clara e identificável.


Mas em algum momento — talvez na segunda semana, talvez no final do primeiro mês — você vai perceber.


Vai perceber que trocou a fralda no escuro sem pensar duas vezes. Que reconheceu o choro de fome antes de ele aumentar de intensidade. Que encontrou o jeito certo de posicionar para mamar. Que passou pela madrugada e está bem.


Que está conseguindo.


Não perfeitamente. Não sem cansaço. Não sem dúvidas.


Mas está conseguindo — e isso é muito mais do que suficiente.


Quando os primeiros dias pedem atenção especial


A maioria do que acontece nos primeiros dias é normal, esperado e passageiro. Mas alguns sinais merecem atenção e avaliação profissional:


Em relação ao bebê:

✔ Febre acima de 37,8°C em recém-nascidos merece avaliação imediata

✔ Dificuldade para acordar para mamar ou sonolência excessiva

✔ Recusa persistente para mamar

✔ Icterícia intensa — amarelamento da pele além do esperado

✔ Perda de peso excessiva — acima de 10% do peso de nascimento


Em relação à mãe:

✔ Sintomas emocionais intensos que persistem além de duas semanas

✔ Pensamentos de se machucar ou de machucar o bebê — procure ajuda imediatamente

✔ Febre, dor intensa ou sinais de infecção na região do parto

✔ Dificuldade severa para amamentar que não melhora com ajuda


Não minimize seus sintomas nem os do seu bebê. O pediatra e o obstetra estão ali para essa fase — inclusive para te tranquilizar quando a resposta for “é completamente normal.”


Uma última coisa antes de fechar


Os primeiros dias com o bebê recém-nascido passam.


Mais rápido do que você quer. Mais intensos do que você esperava. Mais transformadores do que qualquer coisa que você já viveu.


E um dia você vai olhar para trás e lembrar de tudo — do cansaço, das madrugadas, das pesquisas malucas, do choro sem motivo, do medo de errar — e vai perceber que foi exatamente nessa fase que você se tornou a mãe que é.


Não foi quando você acertou tudo. Foi quando você continuou tentando mesmo sem saber se estava acertando.


Isso é maternidade. E você está fazendo um trabalho lindo. 🤍


Continue essa caminhada com a Lookinha 🤍


Os primeiros dias são apenas o começo de uma história cheia de descobertas. Depois deles virão novos choros para entender, primeiras noites, mamadas, sorrisos, conquistas, dúvidas e tantas fases que hoje você ainda nem consegue imaginar.


Por isso criamos a Trilha da Maternidade Lookinha Baby: um caminho de conteúdos, materiais e experiências pensado para acompanhar você em cada etapa — da gravidez às novas descobertas com o seu bebê.


Não para dizer como você deve maternar, mas para ajudar você a entender cada fase, se preparar para o que vem pela frente e guardar aquilo que merece ser lembrado.


Porque o bebê cresce. A maternidade muda. E você também.


E, sempre que uma nova fase começar, a Lookinha estará por aqui para caminhar com você. 🌿🤍

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